Foto tirada na década de 80 com inventores da primeira impressora 3D do mundo.
20/04/2016

Como surgiu e funciona a impressão 3D

Cada vez mais presente em produções de baixa ou grande escala, a impressão 3D já mostrou que tem potencial para desenvolver um novo paradigma na confecção de diferentes produtos, de brinquedos a próteses ortopédicas.

 Como funciona uma impressora 3D?

A impressão 3D é um dos pilares do desenvolvimento tecnológico nos últimos anos, e disso todos já sabemos. Antes de colocar um projeto na impressora 3D, é preciso desenvolvê-lo de acordo com o projeto que você tem em mente. As imagens utilizadas por esse tipo de máquina são tridimensionais e podem ser desenvolvidas através de softwares específicos, como por exemplo, o CATIA V5, 3DExperience e Magics .

Atualmente, existem diferentes métodos de impressão 3D. Existem três modelos de impressão que são os mais utilizados no mercado por empresas que criam ou prestam serviços de impressão 3D, sendo um deles o Fused Deposition Modeling (FDM), que reproduz os objetos através de partes móveis, ou seja, ao inserir a imagem no software e ajustar suas configurações, o dispositivo a divide em centenas de camadas, que sobrepostas criarão o resultado esperado.

Impressora da Makerbot imprimindo projeto via FDM

Impressão de Projeto 3D através de modelo SLS

Outro método utilizado é o Selective Laser Sintering (SLS), que tem o mesmo princípio do FDM, porém trabalha com a fusão das partes, que são esculpidas com o material em pó. Confira abaixo o vídeo que mostra um pouco mais como funciona este modelo de impressão.

Impressão por Estereoligrafia ou SLA

Já o terceiro modelo mais utilizado por estas empresas que trabalham com impressão 3D de projetos é executado da mesma forma que o SLS, através de material líquido, recebendo o nome de estereolitografia, ou SLA (Stereolithography Apparatus). Confira abaixo o vídeo que demonstra como funciona o modelo de impressão por SLA.

Plástico e metal costumam ser os materiais utilizados para a produção do objeto. No entanto, existe uma gama de materiais que podem ser utilizados. Entre os plásticos, os principais são o ABS, indicado por ser leve, porém resistente, e o ácido poliático que é menos suscetível a deformações e sustentável, por ser biodegradável. Nas impressoras que trabalham com o processo de fusão a laser, também é possível trabalhar com aço, cerâmica, alumínio, gesso, ferro, entre outros.

Evolução da impressão 3D – Linha do tempo das Impressoras 3D

1984: A estereolitografia, primeiro método de impressão em 3D, foi criada pelo norteamericano Charles Hull.

1988: Apenas quatro anos após seu surgimento, o primeiro equipamento é disponibilizado para venda. A máquina se chamava SLA-250, da empresa 3D Systems. Neste ano é desenvolvido o método de FDM pela empresa Scott Scrump.

Primeira Impressora 3D SLA-250

Modelos SLA-250 da 3D Systems

2001: As impressoras 3D passam a ser menores e conectadas a desktops. Foram os primeiros equipamentos semelhantes aos disponíveis atualmente.

2005: Buscando inovar ainda mais a nova tecnologia, a Z corporation lançou a Spectrum Z510, que possibilitava a impressão de objetos coloridos e de maior resolução.

2014: A iBox Nano surge em formato compacto para a produção de objetos pequenos.

Impressora 3D que consegue imprimir minúsculos projetos em alta definição.

2016: A HP lança a 3D Multi Jet Fusion. Um dos diferenciais do equipamento será a capacidade de utilizar três materiais simultaneamente.

Utilização da impressora 3D

Ao longo dos anos, o uso da impressora 3D foi aumentando no mercado, o que possibilitou um maior desenvolvimento de modelos, que passaram a oferecer produtos coloridos, objetos em alta definição, utilização de diferentes materiais e a possibilidade de criar nano objetos.

Sem dúvidas esse avanço foi positivo em diversas áreas, especialmente para a medicina (veja nossa postagem sobre como as impressoras 3D ajudam no avanço da medicina). As próteses robóticas impressas pelas máquinas além de acelerarem o processo de produção e testes, podem baratear o custo e dar mais oportunidades a quem necessita.

profissional da área da saúdo segundando modelos de orelha impressa em 3D, na cor branca, dentro de um recipiente.

Outra conquista na área medicinal é a possibilidade de imprimir tecidos humanos, que poderão ser utilizados em transplantes. Esse tipo de impressão ainda está em fase de testes, mas já se mostrou eficiente em reproduzir ossos, músculos e estruturas do ouvido.

Entre outras utilidades, está a possibilidade de diminuir custos na produção de roupas, sapatos, e outras peças de vestuário. E para o cotidiano, a produção de carros e até alimentos já foi testada através dos novos dispositivos de impressão (veja em nossa postagem sobre o avanço do Agronegócio Brasileiro com as impressoras 3D) e podem revolucionar os meios de produção em pouco tempo.

Veja também

Popularização da Impressão 3D

O que é manufatura Subtrativa e Aditiva

Conhecendo a tecnologia de impressão 3D

Fab Lab: O que fazer com uma impressora 3D

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