A impressão 3D chega ao espaço
13/04/2016

A impressão 3D chega ao espaço

Em 2014, a notícia de que uma impressora 3D havia sido mandada pela primeira vez ao espaço gerou muito entusiasmo no meio científico.

O aparelho – apelidado de Portal – entrou em órbita na ISS (Estação Espacial Internacional) e foi tido por muitos especialistas com símbolo de evolução ainda não experimentada, o que, basicamente, sugere o surgimento de uma nova era científica a partir desse acontecimento.

Grupo de astronautas ajustando primeira impressora 3D enviada ao espaço.Impressora 3D Portal enviada ao espaço em 2014.

A iniciativa surgiu da parceria entre a NASA (Agência Espacial dos Estados Unidos) e a empresa Made In Space. De fato, contar com um aparelho capaz de construir ferramentas no próprio espaço é uma contribuição relevante, já que produzir essas peças na terra para depois enviá-las à Estação Espacial exige muito mais tempo e, portanto, prejudicaria as pesquisas.

Segundo a NASA, a impressora 3D é capaz de imprimir objetos em um tempo que não ultrapassa 1 hora. Não é muito difícil imaginar a praticidade que tal recurso oferece, fazendo, por exemplo, da quebra de equipamentos um problema a ser resolvido com muito mais facilidade. Confira um pouco mais sobre o projeto no vídeo abaixo.

A Nova Era para as Impressoras 3D

A iniciativa, a princípio, deu certo: segundo Aaron Kemmer, diretor executivo de Made In Space, em Novembro de 2014 a impressora 3D construiu sua primeira peça. Trata-se de uma placa de substituição, e segundo os engenheiros responsáveis saiu como planejado.

A experiência real de um objeto fabricado fora da Terra fomentou o interesse de diversas organizações. No final do mesmo ano de 2014, a Agência Espacial Europeia divulgou um concurso público que visava selecionar um sistema de teste MELT (Manufacturing of Experimental Layer Technology), voltado especialmente para criação de uma impressora feita para operar em ambiente de microgravidade.

A Nova Era para as Impressoras 3D

O concurso contemplou um consórcio composto por quatro empresas, duas delas portuguesas (Active Space SA e a Beeverycreative). O projeto, de acordo com Agência Espacial Europeia, será colocado em prática em 2017. O fato de organizações europeias, assim como outros centros de pesquisas, seguirem os passos da NASA e da Made In Space aponta para uma nova era no campo das pesquisas espaciais.

Investir na construção de protótipos tecnológicos para o espaço muda o cenário para grupos governamentais e comerciais. Significa, afinal, a possibilidade de um novo planejamento, baseado na reposição quase imediata de peças e instrumentos fundamentais aos projetos espaciais.

Planos para o futuro

Apesar de todo o entusiasmo incitado pela notícia da fabricação de materiais no espaço, vale sempre ressaltar que os projetos estão ainda em testes. A equipe encarregada da impressora 3D lançada pela NASA vem, constantemente, aplicando testes em objetos de plástico e em protótipos chamados de “cupons”.

Estação espacial que deverá estar pronta até 2030, de acordo com a Estação Espacial Europeia.

Resumidamente, os testes são feitos para analisar o comportamento da máquina em gravidade zero. O desafio é aplicar o conceito da impressora 3D, especificamente, para atividades de projetos espaciais.

Em terra, essas impressoras já são usadas para próteses e diversos materiais mais frágeis. Para o espaço, naturalmente, a necessidade é outra. Adaptar o uso do instrumento para a aplicação eficaz em ambiente espacial é, de fato, o que determinará o nascimento de uma nova era científica.

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